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domingo, 24 de novembro de 2013

#Saudade

Mais de um ano se passou e ainda não dá pra esquecer as aventuras no Canadá e as histórias da Véia.

Enfim... Este é um post de despedida porque amanhã novidades virão. Uma nova viagem vem chegando e um novo blog será formado. O que será escrito nele? Não sei. Vai ter uma nova Véia? Para minha alegria, tomara que não, para alegria de vocês, tomara que sim.

Pra quem quiser rever um pouquinho, bem pouquinho mesmo, do que teve em 2012 em Vancouver comigo, segue este videozinho maroto:

Intercâmbio Canadá - Kaio Lara from Kaio Vieira Lara on Vimeo.



E até agora é só saudade...

domingo, 19 de agosto de 2012

#11 Meu icecream favorito

Segundona relax e lá vai eu pra escola com o dever de casa todo atrasado.

Hoje não aconteceu nada de importante. Só vou postar uma foto que eu gostei, porque enquanto os japoneses foram comprar sorvete que custava 7 DÓLARES Oo eu achei um barzim do lado e fui tomar um copinho de cerveja. Hoje fez muito calor e não tinha como fugir.
Esse é o meu Icecream

Avenue Brazil:
Hoje o dia foi tão morto e depois de um fim de semana intenso com a velha a novela não será exibida hoje por falta de conteúdo. É claro que a Véia nunca deixa um dia passar em branco, mas eu to guardando coisas pra contar pessoalmente no Brasil. Aguardem...

10# Deep Cove

Domingão de céu azul e meu programa é conhecer Deep Cove. Vem vem vem, comigo!
Deep Cove
Organizei com uma amiga que fiz aqui em Vancouver e com o amigo dela de irmos à Deep Cove, uma praia no norte de Vancouver com casas de luxo, passeios de caiaque e ótimas trilhas.

O lugar é lindo, tem uma praça gigante na beira da praia, já que não tem areia, e é la que as famílias fazem seus churrascos e passeiam com a mulecada. Eu fiquei doido pra andar de caiaque, mas eu não ia pagar 30 dólares pra ficar duas horas remando; não é nem pelo preço e sim pelo tempo, duas horas é muito e eu tinha  mais coisas pra conhecer.
           

Resolvemos fazer uma trilha que levava até o alto de um penhasco com uma vista linda da praia, das florestas e até de Vancouver lá no fundo. Depois de 40 minutos de caminhada chegamos a pedra, realmente a vista é muito bonita, mas eu to cansado de caminhar aqui nessa cidade. Todo passeio que eu faço, tem trilha, caminhada, árvores, até parece que eu viajei pra Ibitipoca.
Turma que conheci no passeio
  

                 

                 

                 

Vista panorâmica de Deep Cove

                 

No final de um dia muito quente, é claro que não podia faltar uma cervejinha, dessa vez acompanhada de um Temaki bem japonês.
                  

Avenue Brazil:
Durma com um barulho desse. Mas uma vez a Véia sapateou em seu quarto com seu tamanco e me acordou. Fui feliz tomar meu café da manhã e ela veio me questionar porque que eu não como o bolo. Gente, não estou reclamando deu ter uma café da manhã de novela, com frutas, cereais, leite, suco, chá, café, bolo, doce, amendoim, iogurte e produtos típicos; o problema é que a mente venenosa da Véia proporciona isso tudo só pra ela implicar com o porquê de você não comer o mamão ou o bolo.

O que eu vou contar aqui é um dos episódios mais clássicos da Véia e que vou ter prazer de interpretar pra vocês.
Minutos depois ela volta balançando um Kinder Bueno na minha frente. Eu fiquei olhando e ela disse:

VÉIA: Você conhece? Tem isso no Brasil?
KAIO: (olhando pra ela e imaginando todo tipo de morte lenta) Tem sim, se chama Kinder Bueno (vaca desgraçada)
VÉIA: Que bom que você gosta, guardei pra você, pode ficar.
KAIO: (me penalizando por ter pensado mal da velha) Nossa, muito obrigado.
VÉIA: Eu gosto dele porque ele tem tipo um biscoito e não é enjoativo.
KAIO: É verdade. Mais uma vez obrigado.
VÉIA: De nada. Só me faça um favor, pode levar esse tal doce de leite que você trouxe do Brasil, porque eu não gostei muito, coloquei na mesa e pelo visto ninguém também gostou. Dê um fim nisso.
KAIO: Ok =(

Eu e toda nação brasileira fomos humilhados com nosso "tal doce de leite".

#9 Sabadão em casa

Avenue Brazil:
Hoje meu dia foi em casa, até me arrisquei sair a noite mas não encontrei meu amigo e tive que voltar, logo, vivi uma experiência completa de Avenue Brazil com a Carminha do hemisfério norte.

No último capítulo eu cheguei em casa bêbado e fui assaltar a geladeira. Nesse dia não deu tempo de chegar pra o jantar e nem avisar que eu não ia, mas mesmo assim eu encontrei um potinho de comida na geladeira. O cardápio era macarrão e nuggets que de tão apimentado me forçaram a guardá-los de volta...

No dia seguinte acordei com a barulhada que a Véia arruma no quarto de cima; não é permitido usar sapato dentro de casa, mas ela tem um tamanquinho do diabo que bota o Salgueiro pra ensaiar no quarto em cima do meu. Eu tava naquela ressaca e como já era meio-dia, tinha que comer alguma coisa. No meu pacote de viagem eu não contratei almoço, por isso tive que me render ao resto de macarrão e nuggets sabor lava de vulcão.

Não quis sair e preferi ficar em casa no computador, então, mais que de repente, Deus mostrou pra Véia que ela é uma mãe e que deveria se preocupar com os seus, fazendo com que ela viesse ao meu quarto perguntar como eu tava, e claro, no seu jeitinho amável de sempre:

VÉIA: Você não vai sair? Tá fazendo um dia lindo lá fora. (como se ela fosse uma fada e ligasse pra isso)
KAIO: Não não, vou ficar em casa.
VÉIA: Mas isso não é normal, você tá bem?
KAIO: ¬¬ Sim, eu to bem. As vezes, lá no Brasil, eu também gosto de passar o sábado em casa, mesmo com o céu azul.
VÉIA: Mas e daí, você mora lá. (PATADA CANADENSE)
KAIO: ¬¬ Pode ficar tranquila que eu to bem.
(fim de papo no primeiro tempo)

Em seguida ela me chama pra ir no banheiro mostrar que o espelho gigante é novo e mandar eu avisar pro outro brasileiro que é pra limpar o espelho depois de escovar os dentes. Ela ainda teve a cara de pau de falar que na Itália é normal pingar próximo da pia, mas que no Brasil, parece que a gente escova os dentes jogando água pro alto. (Ela fez os movimentos pro alto que não rola deu mostrar no momento)

Na hora do jantar ela me perguntou o que que eu comi no almoço e eu disse que comi a janta de ontem que ela guardou. Ela abriu os dois olhos e perguntou: QUE JANTA QUE EU GUARDEI? Pronto, abaixei a cabeça e entendi toda a história: a vaca não guardou porra nenhuma e eu comi a comida do mexicano, justificando a pimenta no nuggets. O brasileiro e a alemã começaram a rir muito e eu também, pois sabia que eu ia ser assassinado naquele momento. Mesmo assim, na minha cara de pau, comecei a pedir desculpas, uma mistura de riso e uma cara de "tenha dó de mim".
O bom é que eu trouxe tanto terço pra cá que os santos me protegeram e a Véia se contagiou pelo clima cômico e só me deu o aviso de que ela nunca gurda comida, que se eu não fui jantar era pra eu me virar na rua.

"I never save dinner."
                                            CARCAMANA, Véia.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

#8 Rei do oriente

Como diria nosso saudoso Leonardo: HOJE É SEEEXTA FEEEEEIRAAAAAAA!!!

E a própria escola organizou uma ida ao Pub que fica bem pertinho, com cerveja barata para nossa alegria. O bar é imenso e tem bandeira de muitos países, mesas grandes, decoração rústica e uma galera alto astral.

Chegando lá bati papo com os brasileiros, coreanos, japoneses, mexicanos e até com os garçons. O esquema desse Pub é o seguinte, você paga 11,50 dólares em uma jarra e vai servindo seus canecões com ela. Precisa de muita gente pra meiar pra não esquentar a cerva.

Conversa vai conversa vem, caí numa mesa lotada de ''olho puxado'', ali eu tirei da mochila e apresentei pra eles a oitava maravilha do mundo e o ouro brasileiro: A CACHAÇA.

Fiz um cado de sucesso com essa amarelinha aí.

Pronto, podem pegar a coroa e me declararem rei da japoneisada, neguim adorou a pinga. E o melhor é que eles estavam tomando como um verdadeiro mendigo brasileiro, pois o único lugar que eu tinha pra servir o ''méé'' era na tampinha do gatorate. UAHSUAHS

As japonesas morriam de vergonha de pedir mais, mas ficavam me olhando intensamente só esperando eu oferecer. Teve um que deu uma golada forte na garrafa e fez uma cara de que tava fraco, depois pediu outra, desfez da minha bebida e uma hora depois tava morto. Mas o que vale é a cara deles com olho arregalado (difícil isso) e dizendo CATCHAÇÁÁÁ com aquele sotaque esquisito, logo as japonesas punham a mãozinha na boca e dava uma risadinha.

Essa sexta foi a melhor, comecei a entra no clima de festa que eu esperava dessas férias, curti muito a companhia do pessoal. Segue as fotos aí e reparem nos dedinhos dos japongas, eles só tiram foto assim.
  


Avenue Brazil:
Excepcionalmente hoje não haveremos capítulo da novela que o Brasil tanto ama. Forças do destino me salvaram de encontrar com a Véia bêbado nessa sexta feira.

O que posso adiantar aqui é uma introdução do que aconteceu sábado:
"Chegando do bar da sexta, muito bêbado e com muita fome, fui até a cozinha pra ver se a Véia guardou meu jantar. Achei um pote na geladeira com um macarrão e um nuggets que de tão apimentado, me fez comer até a metade e guardar o resto de volta na geladeira."
CONTINUA...

segunda-feira, 13 de agosto de 2012

#7 Lynn Canyon

Olá pessoal, hoje foi mais um dia de aula normal, tudo tranquilo, tudo na mesma. Na hora do intervalo combinei com um pessoal de irmos ao Lynn Canyon, aquele parque ecológico que eu fui no sábado, só que dessa vez com o cartão de memória da câmera pra tirar muitas fotos.
Galera da escola no Lynn Canyon Park
Lá é muito legal, pois as trilhas são lindas e as quedas d'águas são maneirassas, fora as pontes, uma que é suspensa e é a atração principal, e outra de onde uns muleques doidos pulam de uma altura sinistra. Normalmente uma pessoa morre no Lynn Canyon Park por causa de acidentes e como esse ano não morreu ninguém ainda, resolvi filmar esses dois achando que daria um furo de reportagem:


Ao longo da trilha tiramos várias fotos, pois a paisagem é realmente muito maneira, mas o que eu gostei mesmo foi de sentar nas pedras na beira do rio e ver o tempo passar. Não animei nadar não, pois a água é de geleira e obviamente muito gelada. Mas um baiano muito doido resolveu dar um mergulho de cueca e a japonesa que tava com a gente ficou doidinha rsrs.
Ponte suspensa
  

  

  

Baiano doido que pulou na água.
  

  

  



Na volta encontramos com algumas pessoas da escola, todos japoneses, e ficamos trocando ideia até o ônibus chegar. Nessa turma eu conheci a May, fã do Brasil, apaixonada por caipirinha e feijoada, e sabe falar "cala boca" e "pinto pequeno" em português. Não precisei nem perguntar se ela gosta da nossa música, já chamei logo pra dançar o arroxa:



Avenue Brazil:
Hoje o assunto era excursão e quando o outro brasileiro disse que 4 dias em Rock Montain é 399 dólares a Véia soltou um "uhuuul" e uma cara de que achou caro. Pra ir no embalo da opinião dela eu disse que eu não pagaria, pois achei caro. A vaca que tem a virtude de não ser orgulhosa e não se apegar na própria opinião, mudou de ideia e pra me contrariar disse: "Mas também não é assim não, 399 com tudo incluso, você não gasta mais nada, tem bons hotéis e refeições, você que não quer gastar". Engoli a seco e quando fomos falar da ida à ilha de Vitória eu me adiantei e disse:
KAIO: A escola ta cobrando 89 dólares. Vale a pena pois não vou me preocupar com nada, Vitória deve ser muito bonita.
VÉIA: Você é bobo de pagar 89 dólares, sendo que a passagem é só 15. (continuando a chupar as frutinhas dela, na maior calma)
KAIO: ¬¬ (morre engasgada, morre engasgada, morre engasgada...)

domingo, 12 de agosto de 2012

#6 Cervejinha oriental

Está dada a largada a temporada de aulas e hoje foi meu primeiro dia. Começando às 9h e indo até meio dia, eu tenho aula sobre gramática e conversação. A professora ao mesmo tempo que ensina as regras de linguagem e vai incrementando nosso vocabulário ela incentiva a conversação entre os alunos. De tempo em tempo a aula para e nós levantamos ou nos voltamo pro colega do lado e discutimos ao tema sugerido pela teacher.

Coreana, eu e o brasileiro, Otávio. Ali atrás da coreana tem uma
muçulmana que não pode aparecer na net.

Após o almoço eu tenho aula de 'Leitura e escrita' até às 14 e 30. Essa aula é bem legal, pois estamos sempre lendo e produzindo textos, e a professora se preocupa em corrigi-los individualmente.

Mas o mais interessante ficou pra depois da aula, na velha procura da cerveja barata eu consegui um bar muito perto da escola e com um bom preço, mas o problema era a companhia. Arrumei duas japonesas muito estranhas mas que foram ótimas companheiras de copo. É claro que a conversa ficou agarrada a tarde inteira, porque se meu inglês é ruim imaginem o dos japoneses. O sotaque deles é muito forte e fica difícil entender o que eles falam, mas foi legal.
Japoneizada reunida. (eles estão de olho aberto, acreditem)


Avenue Brazil:
Hoje eu fui bater um papo com a Véia sobre a escola e meu intuito de aprender inglês. Contei das regras de não poder falar português na escola e minha intenção de só falar inglês até com brasileiros.
A véia fez uma cara de contrariada e começou a disparar que era pra eu relaxar, que em um mês eu não ia aprender inglês não, que é muito pouco tempo. "Um mês não é curso, é só umas feriazinhas", disse a vagabunda com uma voz calma de quem está conseguindo acabar comigo. Olhei no fundo do olho dela e "Uma morte lenta pra senhora, morra estourada em varizes, véia carcamana dos inferno", pensei comigo.

Mas a Carminha Canadense não da ponto sem nó, continuem acompanhando a Avenue Brazil porque essa semana ela aprontou coisa pior.